Arquivos mensais: fevereiro 2011

Estranho pesar

Era o que era e isso é sempre verdade. Mas é tão estranho esse pesar. Tem a ver com as múltiplas escolhas; sobre como damos forma a nosso caleidoscópio do mundo real. Ao que somos. Ao que estamos. Esse instante e só esse instante existe de fato. O resto se foi. O resto virá. Mas

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Razoável

Antonio Carlos vai morrer hoje. Antonio Carlos não sabe que hoje vai morrer. Ninguém na verdade sabe exatamente como e quando se vai morrer. Mas um dia se morre.   Antonio Carlos acordou, no horário de sempre ao lado da esposa. Ela não deu bom dia, não dava bom dia há anos e ele não

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Ei, Moleque

Sentimento estranho de contemplação. Mesmo antes de tudo. Mesmo antes do nada. Curioso. Clarividente. Fica longe que eu não quero saber de você. Será? Será o que tiver que ser. O que houve. Aquelas jabuticabas iluminadas acima daquelas maças são um inferno de conquista. Contam tanta coisa. Mesmo no mar de silêncio. Quanta história sem

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Dona Joana

Dona Joana mora em uma cidade do interior de Minas Gerais.   Faz anos que mora lá Morou antes também, quando era solteira.   Um dia, um moço bonito e paquerador fez um, dois, três filhos na jovem Joana que com ele casou. Porque era assim, tinha que casar. Estudou só o primário, assistia novelas.

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Estranhas paixões

Ela passou ofegante. Rápida. Lépida mesmo. Sabia que os olhares a seguiam, mas não desviava o olhar reto uma vez sequer. Mulher séria é assim. Até curte o momento e se deleita, mas não se deixa entregar a olhares quaisquer. À noite, jantar pronto na hora certa. Na hora de sempre. Telefone. Antonio Carlos não

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