Arquivos mensais: novembro 2011

Feliz Aniversário – a morte nossa de cada dia nos dai hoje

Morre-se aos poucos. Por que haveria pressa, se não há um prazo oficial? Mas a certeza da morte deveria estar presente em cada acordar, em cada adormecer, em cada aniversariar. A cada dedicatória de parabéns, morre-se um pouco mais. Não pelo gesto em si, mas pelo tempo que ele consome e pelo que significa: ter

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O dia em que decidi morrer

Claro. Muito claro. Mal posso abrir os olhos. Nunca houve um dia tão claro. Após muitos minutos, entre abrires e fechares de minhas pálpebras, retomo uma visão mediana do mundo à minha volta. Retomo as memórias do passado – seja o mais longínquo, seja o recente. Que dor é essa? Não vai passar? Vai, sim!

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O que os mortos querem de nós

Nada. Simples assim. Não é tão difícil entender. Nada. Ponto final. Dia de finados é uma data bem curiosa. Exibe em toda sua imponência o apego que as pessoas têm pelo pós-vida. São rituais dos mais diversos de adoração a alguém que não está mais ali. Na verdade, é uma adoração opulenta a restos mortais

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