Arquivos por Categoria: Pensamentos

A vida é minha. A vida é nossa.

Cá estamos nós. Expostos. Fuxicados. Entregues à falação dos demais. Na boca do povo. Como aconteceu isso, você pode se perguntar. Quando se deu essa invasão de privacidade é a dúvida que paira. Lendo assim, parece algo terrível, certo? Mas é o teatro-verdade das redes sociais que impera agora. E para essas perguntas as respostas

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Dormir e acordar com alguém

É maravilhoso dormir com alguém que quer acordar abraçado com alguém que quer dormir abraçado com esse alguém. Você quer dormir abraçado com esse alguém que quer acordar abraçado com você. Você quer acordar abraçado com esse alguém que quer dormir abraçado com você. Tão maravilhoso quanto dormir com alguém que quer acordar abraçado com

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Então é natal

É tempo de ouvir Simone nos deleitando com sua singela e assassina adaptação da canção Happy Xmas (War Is Over) – já nem tão boa assim – de John Lennon. É tempo de assistir comerciais em serie das Casa Bahia – e de outros tantos famigerados varejistas. E de passar e repassar uma bendita lista

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50 tons de vergonha

O sucesso da série 50 tons prova o quanto ainda estamos longe. Longe de sermos uma sociedade igualitária. O quanto as fêmeas da nossa espécie ainda estão acuadas. A igualdade conquistada com a queima dos sutiãs de 1968 é uma falácia. Tudo ainda é nebuloso, esfumaçado, cinza. 50 tons de cinza ou mais estão cobrindo

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Vou pra Maracangalha

Em Maracangalha, eu não preciso trabalhar. Vou receber o bolsa-fica-aí-em-casa-vendo-tv-enquanto-seu-filho-faz-de-conta-que-aprende. Isso me basta. Em Maracangalha, eu vou pro boteco tomar uma pinga ao invés de ficar preocupado se o marketeiro da moça que o Seu Lula escolheu pra gente é melhor que o daquele rapaz de São Paulo que só fala de saúde. Serra, não

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Zé Dirceu – um estadista a la José Bonifácio e Ruy Barbosa

José Dirceu está morto e entra para a História como um grande estadista Considero a contribuição do Zé (ando íntimo com ele há muito tempo; superexposição na mídia, sabe como é?) para o progresso dessa nação babilônica, no mesmo nível da de Ruy Barbosa e José Bonifácio. Que se guarde um capítulo especial para ele

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Autistas dígito-sociais e a mazela que ilustram

“Nada do que foi será do jeito que já foi um dia”. E olha que em 1982, Lulu ainda não previa os malditos celulares – inteligentes ou burros, não importa – tomando a sociedade num assalto da mesma proporção do ataque divino contra as festivas Sodoma e Gomorra. Mas por aqui na Babilônia, e também

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Eu Cachoeira, Tu Cachoeira, Nós Cachoeira

Nós somos um bando de hipócritas sem-vergonha de uma figa. Por que o mau humor? Nada demais, só um pouco do de sempre. Cansaço de olhar para esse espelho deturpado. Na verdade, nem é mau humor. Apenas efeito dessas meras constatações meio melancólicas. Os baseados rolam de boca em boca entre nossa molecada culta das

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A arte de perder o amor

Não devia ser baseada em ódio a hora de partir. Puramente pela mais absoluta falta de amor. Não é o que há. Não é o que se faz. Quantos amores ficaram para trás e hoje ambos – sem nunca terem tido a chance de dizer isso um ou outro – lamentam o fim daquela relação.

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Deixem os velhos em paz

“Bebendo escondido de novo?” “Pai, o senhor está com cheiro de cigarro.” “Mãe, eu vi o vovô bebendo cachaça.” “Gastou dinheiro no pôquer com aqueles pinguços, né?” Sob as amarras de um suposto sentimento de protecionismo, torna-se os últimos anos de uma existência tão dura em um inferno absoluto. Nada afastará os mais velhos da

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