Arquivos por Categoria: Sobre imagens

Selva

Selva. Hostil. Gravidade de poder ímpar. Parece inexequível encontrar a saída. Conexão constante de sentimentos nunca análogos. Não há nexo, mas aqui assento-me. Presidiário voluntário. Bêbado entregue ao torpor da megalópole dominante. Todas as fichas. Ela vence. Sempre. Talvez. A cidade não para. A cidade só cresce. Grito vociferado por Chico poeta. Chico cientista. Todos

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Folhas secas

Folhas secas Não me sentei. Foi apenas contemplação. A natureza e sua complicada singeleza. Nossa pequenez e sua inventada complicação. Contraste. Somos esse tanto enorme de um monte de nada. Acreditamos que somos tudo. Se acreditamos, somos? E como somos. Cromossomos e só. Escritos fomos desde antes. Aquelas duas meia-células. Cada uma com metade de

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A esperança é o míssil

Do outro lado da tela, o sorriso Desse lado, a esperança. E o medo. Não há vontade de fugir, contudo. Eu sou um soldado antes de tudo. Sobretudo. A arma repousa solene. Minha herança é meu exemplo. Mesmo irracional. Mesmo travestida de decência e coragem. Mesmo que justificada; há um demônio no poder. Hoje Alá

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Solidão

Solidão. Faz tanto tempo. Sentia-me tão. Sentia-me mais. Hoje só. Só o hoje me resta. Ergo o dedo esperando que alguém me leve. Minha leveza de outrora virou quimera. Quem dera ser. Ser o que dá é o agora. Passam as horas. Acorrentado ao passado, ignoro o futuro. Acorrentado ao passado, ignoro o presente. Acorrentado

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