Vou pra Maracangalha

Em Maracangalha, eu não preciso trabalhar. Vou receber o bolsa-fica-aí-em-casa-vendo-tv-enquanto-seu-filho-faz-de-conta-que-aprende. Isso me basta.

Em Maracangalha, eu vou pro boteco tomar uma pinga ao invés de ficar preocupado se o marketeiro da moça que o Seu Lula escolheu pra gente é melhor que o daquele rapaz de São Paulo que só fala de saúde. Serra, não é? E posso até assoviar o Lula-lá criado pelo, agora, marketeiro da aquela moça evangélica lá das árvores, amiga daquele moço da floresta que mataram. Acho que é Marina.

Em Maracangalha, a vida passa devagar. Não tem as milhares de obras tucanas de puro asfalto-ouro que mantiveram São Paulo tão travada quanto há 25 anos. Não tem estrada, mas também não tem pedágio! Nem tenho que lembrar do sorriso de 84 dentes do FHC explicando de novo por que ele preferia nos manter no mesmo lugar ao invés de justificar aquele pequeno par de bolas que ele tem entre as pernas.

Em Maracangalha, eu posso esquecer que essa minha vidinha boa é baseado na ralação de pessoas loucas que decidiram se matar de trabalhar em grande centros e que têm que ser esfolados por impostos surreais. E quando esqueço, a cachaça desce macia. Acho até que vou pedir um Dreher agora pra reanimar.

Em Maracangalha, eu posso me apaixonar pela Dilma, essa moça que o Seu Lula mandou pra ser a segunda mãe da gente. Até porque nossa primeira mãe morreu, até meio nova, porque não tinha nenhum médico no hospital da cidade mais próxima no dia que ala passou mal. E se essa mãe nova tem amigos bandidos que roubam pra sustentar esse projeto dela de distribuir dinheiro e não nos dar emprego, tudo bem. A gente até ouve falar desses troços de corrupção, mas entende e quando come o feijão que faltava, agradece pro Seu Lula e agora pra essa dona também. Mas esse Serra também estava com a FHC quando ela tinha mensaleiros, não estava? Mas esquece isso que estamos em Maracangalha.

Em Maracangalha, eu não vou ser assassinado no trânsito. Ando calmamente no meu burrico. Lento, sem asfalto, sem pedágio, mas feliz!

Em Maracangalha, a polícia não pára a gente na rua por casa de um cigarri de palha. E nem meu cigarrinho de palha sustenta uma indústria criminosa maldita que nos faz refém de nós mesmos. Isso sté podia mudar com um tal de Partido Verde, mas essa moça Marina parece que é evangélica radical, né? E já esteve também com o Seu Lula e agora fala mal, perece? Confio, não.

Em Maracangalha, eu posso até ser um ignorante, mas minha felicidade agora é plena. Obrigado, Lula. Obrigado, Padre Cícero. Obrigado, Dona Dilma.

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