Umas palavras…

Umas palavras vêm à mente às vezes… Muitas vezes, se vão…

Às vezes se juntam; raro dar sentido. Raro não ignorar…

Umas palavras às vezes teimam ficar. Às vezes…

E quando teimam em dar sentido e não ser ignoradas, umas palavras assombram… calam fundo. Ou apenas precisam ser bradadas em rito de passagem…

Às vezes, umas palavras atormentam; outras, ferem; outras, mentem; outras que esperem; outras que entrem…

Mas não há o que fazer quando umas palavras decidem existir por si tomar forma e se encaixar umas nas outras e virar frases malditas, benditas, profanas, santas, bruxas, inquisidoras.

Só há que deixá-las seguirem seus curso e existirem… Talvez pra sempre… Às vezes…

Assim, estamos aqui. Subservientes a essas linhas de intensa miséria. Houve que se buscar um combinado para que umas palavras se aquietassem… Mentira! Apenas para que umas palavras não crescessem ao feitio de erva daninhas… Se bem que aqui elas podem danar mais… Que se dane… O pacto está feito!

Esse, no entanto, não é um tratado com o mundo; é só um acordo com os pequenos demônios que habitam a alma…

Saciados, se comportam melhor. Às vezes…

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2 Comentários

  • Umas palavras entram e tomam o lugar de destaque que jamais imaginariam exaltarem o que estava adormecido, acordam sentimentos… emoções…umas palavras têm este poder de transformar…

    Gostei deste teu canto!

    Beijo doce

  • São palavras. Apenas palavras. O sentido está impresso no que quero ler. Elas não existem por si só. :)
    Por vezes são um jogo. Um jogo sem sentido que fazemos com os diversos sentidos das palavras.

    Mas eu gostei da estética das tuas plavras.

    Abraços

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